Comer um lanche é umas das coisas que não tem hora certa para acontecer. Qualquer hora é hora!
Pode ser um queijo quente de manhã na padoca, ou um beirute no almoço e, no fim do dia, aquele hamburgão bem recheado com o dobro de queijo. Ou aquela cestinha de pães, com um pouquinho de sal e azeite, antes do prato principal.
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O pão é um ingrediente que está presente diariamente na vida das pessoas e é o alimento mais popular do mundo, sendo que praticamente todas as sociedades produzem e consomem pão.
Mas ele não foi feito sempre da mesma forma e nem teve sempre o mesmo aspecto, ao longo do tempo a sua produção foi sendo adaptada e modificada, para chegar nas receitas (que são muitas) de hoje.
Há seis mil anos os pães começaram a ser produzidos na Mesopotâmia, com uma mistura seca e dura, feita com farinha de trigo. A origem dessa receita está ligada ao processo de desenvolvimento da agricultura, já que o trigo é um desses cereais.
Já o processo de fermentação ficou com os egípcios, e foi graças a essa descoberta que temos o pão como conhecemos hoje.
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Nessa época o pão já era considerado um produto muito importante na alimentação, sendo utilizado como moeda, assim como meio de pagamento de serviços. Em Roma, o pão ficou ainda mais famoso som a política do pão e circo, para manter a satisfação da população (entretenimento e comida).
Na Revolução Industrial, o pão foi impulsionado com o aumento de terras para plantio, assim como com o desenvolvimento de tecnologias para moagem. E esse mesmo ingrediente é um dos motivos da Revolução Francesa, pois a queda na produção de cereal tornou o alimento, base da alimentação francesa há anos, escasso e caro.
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No Brasil, o pão se popularizou no século XIX, eles eram escuros, diferente dos pães conhecidos pelos colonos: mais claros, com casca dourada e miolo branco.
E sabe nosso famoso pão francês? Bem, não tem quase nada de francês nele! 
A massa do pão europeu tem um pouco de açúcar e mais gordura na massa
E aqui o mesmo pão tem vários nomes: 
Na Baixada Santista é média, No interior de São Paulo é filão,
No Ceará é carioquinha, no Rio Grande do Sul é o cacetinho,
E cada cidade e Estado tem uma variação de nome, de receita e segredos.
Mas uma coisa é certa. O bom pão veio para ficar!
Hoje já existem muitas padarias artesanais no Brasil, fazendo pães de alta qualidade e de verdade: com farinha, água e sal, respeitando o seu tempo de fermentação.
E assim que pensamos em pão e farinha de trigo, uma palavra que está muito na moda nos vem a cabeça:
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Hoje tão temido, assim como a gordura e os ovos já foram, ele é apenas a união de dois aminoácidos presentes no trigo, que quando unidos viram uma grande proteína.
E por que ele é tão polêmico?
A digestão do glúten pode ser mais complicada para as pessoas sensíveis, por isso é muito importante sempre fermentar o pão longamente, para que a grande cadeia de proteínas seja quebrada novamente em pequenos aminoácidos, mais fáceis de digerir.
Muito se fala do glúten, mas não podemos esquecer que o trigo é um grão plantado, cuidado e colhido, que depois é moído para virar farinha. E todo esse processo envolve trabalho: agricultores, natureza, moagem e venda.
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Em teoria a farinha seria apenas trigo moído, mas a maioria possui muito mais ingredientes que muitas vezes não são mostrados na embalagem. Muitas farinhas populares no supermercado, além de possuir enormes quantidades de agrotóxicos utilizados durante o crescimento do trigo, também contém melhoradores e alvejantes.
"Um dos melhoradores mais utilizados é a azodicarbonamida, um composto químico cujo uso é permitido como aditivo alimentar em quatro países no mundo (o Brasil é um deles!), também utilizado para dar flexibilidade a solas de borracha e a tampas de plástico. Ou seja, a mesma substância que está no chinelo também está no pão francês do dia a dia", comenta Mariana Galhardo, chef e padeira da Leveda Pães, que trabalha apenas com farinha orgânica nacional e fermentação longa.
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Mariana Galhardo, padeira na Leveda Pães, que trabalham apenas com farinhas orgânicas e fermentação longa.
Ela destaca que a única solução para fugir dos aditivos químicos é utilizar farinha brasileira orgânica, pois "além de utilizar uma farinha pura (apenas trigo), também apoiamos o agricultor orgânico local e a agricultura familiar. É saúde do meio ambiente, saúde de quem planta, saúde de quem come e investimento na economia nacional em um pacote só!".
 
Mas o que exatamente torna uma farinha orgânica?
O trigo orgânico é cultivado sem o uso de fertilizantes, agrotóxicos, respeitando características do solo e meio ambiente, ou seja é uma agricultura baseada no tratamento natural do solo, supersaudável e vem ganhando cada vez mais a mesa dos brasileiros.
 
É preciso chegar no rótulo do ingrediente ou alimento se existe o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica (SisOrg) com a sinalização de "Produto Orgânico"
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A Leveda Pães, por exemplo, trabalha apenas com a farinha orgânica Paullinia, do interior do Paraná, cultivada por pequenos agricultores e existem outras marcas que trabalham com a farinha orgânica, que possui o selo da SisOrg.
O alimento só recebe esse carimbo se atender a certas regras de cultivo, armazenamento e quantidade mínima de ingredientes orgânicos (entre 70 e 95%). 
Gostou do artigo? Tem interesse em saber mais sobre produtos orgânicos?
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